Buscar

A nova forma de fazer jornalismo

Atualizado: 10 de Mar de 2019


Com tantos veículos ainda despejando redatores, editores, repórteres e apresentadores, trago um assunto que não deixa de ser relevante e atual. A importância de se reinventar!


Apesar da falta de oportunidade de trabalho, é preciso lembrar que há vida sim após os grandes veículos de comunicação – rádios, revistas, jornais e TVs. Não podemos mais depender do modelo ultrapassado dos grupos empresariais que atuavam a partir das fontes de financiamento público ou privado. Agora que a internet já é vista não mais como inimiga das redações e, sim como a plataforma de opinião, criação e informação do nosso planeta, é hora de investir em nós mesmos.

Este não é o momento de abandonar o que sabemos e o que fomos preparados para fazer.


Estamos na era do jornalismo independente e empreendedor e por isso devemos cada vez mais projetar e fortalecer nossa marca pessoal e não mais das empresas que atuávamos. Mas esse é um trabalho que vai além de criar seu próprio site, blog de notícias ou presença nas redes sociais. Para falar sobre esse tema, reproduzo algumas histórias de colegas que buscaram outras formas de fazer jornalismo e, na minha opinião, mais uma prova de que os conteúdos elaborados de forma profissional têm seu lugar na rede.


A jornalista gaúcha Daiana Garbin deixou para trás os 12 anos de rádio e televisão – atuou como repórter em telejornais e programas da TV Globo – e montou o canal EuVejo que fala sobre a relação do corpo com a comida e o perigo dos transtornos alimentares. Em 2016, ela pediu demissão e se dedicou a criação deste canal que hoje tem mais de 116 mil inscritos. Mas para garantir o sucesso do projeto, ela se programou para trabalhar por quase um ano sem retorno financeiro. Hoje, ela conta com uma rede de psicólogas para poder entregar um conteúdo com qualidade e responsabilidade!


Outro jornalista que apostou na internet é Herivelto Oliveira, ex-âncora dos jornais da Rede Globo e Record, no Paraná. Depois de 30 anos nas emissoras de TV, ele está a frente de um projeto pessoal o recém-lançado canal Brasil de Cor . O programa foi criado para dar visibilidade e oportunidade aos negros brasileiros e já está contabilizando os primeiros inscritos no YouTube e seguidores na página do Facebook. Já a ex-repórter e editora Viviane Rachinski, também do Paraná, se dedica atualmente ao jornalismo independente, cada vez mais forte na internet. Mas ela conta que precisou se preparar, fez curso de mídias sociais e aprendeu muito com especialistas em marketing digital. Em 2015, fundou o Reinventa Jornalistas para ajudar os colegas nesta missão de entender o mundo digital. Em 2018, criou o canal Salto Alto Montanhismo para inspirar mulheres a dominar outro salto alto, como ela descreve em sua página. Então, voltando a nossa conversa inicial. Estamos em constante mudança e por isso é fundamental se reinventar. O jornalismo não acabou, apenas se transformou. Nunca esqueça, sempre há novos caminhos!


0 visualização

Assine nossa newsletter

Este site foi orgulhosamente criado por Pereggrin Comunicação no ano de 2018 - Direitos Reservados
Rio de Janeiro - São Paulo - Goiânia - Brasília - Belém
SSL HTTPS.png